Luís Vaz de Camões foi um grande poeta... e o resto nem toda
a gente sabe!Nasceu por volta de 1525, em lugar que se desconhece, ignorância
que pouco pesa, visto conhecerem-se as condições do seu meio familiar. O pai,
Simão Vaz, nasceu num pequeno lugarejo perto da raia galega, Vilar de Nantes.
Quanto à mãe do Poeta, tudo o que se sabe é que se chamava Ana de Sá e que, em
1582, era «muito velha e pobre». Também não se sabe como apareceu na família o
apelido de Camões, pois o pai, avô e bisavô do Poeta usavam o de Vaz. Nos
meados do século XVI começou a difundir-se a moda dos nomes com mais de um
apelido, e é possível que tenha sido o próprio Luís Vaz quem começou a assinar
«de Camões». Frequentou a corte de Dom João III, iniciou a sua carreira como
poeta lírico e envolveu-se, como narra a tradição, em amores com damas da
nobreza e possivelmente plebeias. Diz-se que, por conta de um amor frustrado,
se auto-exilou em África onde perdeu um olho em batalha. Voltando a Portugal,
feriu um servo do Paço e foi preso. Perdoado, partiu para o Oriente. Passando
lá vários anos, enfrentou uma série de adversidades, foi preso várias vezes,
combateu com braveza ao lado das forças portuguesas e escreveu a sua obra mais
conhecida, a epopeia nacionalista Os Lusíadas. Esse exemplar está, actualmente,
na biblioteca da Universidade do Texas. Luís morreu a 10 de Junho de 1580, e
depressa surgiu um culto à volta dele.
Fonte de informação: José Hermano Saraiva, in Camões Sonetos
A bagagem literária deixada pelo escritor é de inestimável
valor literário. Ele escreveu poemas líricos e épicos, peças teatrais, sonetos
que em sua maior parte são verdadeiras obras de arte. Criador da linguagem
clássica portuguesa, teve seu reconhecimento e prestígio cada vez mais elevado
a partir do século XVL. Seus versos continuam vivos em diversos filmes, músicas
e roteiros.